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Cadê as pesquisas Datafolha e Ibope sobre o governo Temer?


temer michelNão sabemos como anda a popularidade do presidente em exercício.
Onde estão Datafolha e Ibope para aferir a percepção da sociedade brasileira sobre o governante que está substituindo Dilma Rousseff?
Quando a CNI (Confederação Nacional da Indústria)*, que no ano passado encomendou para o Ibope quatro pesquisas sobre a gestão Dilma, vai ouvir o que a opinião pública tem a dizer sobre este governo?
Ao longo do segundo mandato da petista, interrompido em 12 de maio passado, foramdez pesquisas Datafolha e cinco Ibope. Praticamente uma sondagem divulgada por mês.
Os brasileiros estamos curiosos em saber como a população está sentindo os 50 primeiros dias de Temer à frente do País.
Neste período, tivemos:
– a nomeação do primeiro ministério sem mulheres desde a ditadura militar;
– a ausência de negros, maioria na composição racial do Brasil, da equipe que governa o País;
– a queda de três ministros — dois alvos da Operação Lava Jato, Romero Jucá(Planejamento) e Henrique Eduardo Alves (Turismo), e outro crítico das investigações da Polícia Federal, Fabiano Silveira (nomeado para Transparência!!!);
– a divulgação de áudios do homem-bomba deste governo, Sérgio Machado, quecompromete a cúpula do PMDB — tão enrascada quanto a do PT no esquema decorrupção da Petrobras;
– a extinção do Ministério da Cultura, a repercussão ruim da decisão de Temer e o recuo na extinção;
– o reajuste do Poder Judiciário em meio a uma das maiores crises econômicas do País, com impacto bilionário aos cofres públicos;
– a Reforma da Previdência em discussão, em que integrantes do governo cogitam até 70 anos como idade mínima para a aposentadoria;
– o lançamento de um plano vazio de combate à violência contra a mulher após o estupro coletivo no Rio de Janeiro;
– o estado de calamidade pública no Rio de Janeiro, decretado pelo governador interino Francisco Dornelles (PP) e premiado por Temer com R$ 2,9 bilhões da União.
Qualquer novo governo (mesmo que interino) é sacudido por uma série de novas medidas, muitas controversas. Ainda mais num contexto de crise política e econômica aguda como o nosso.
Por isso, nos questionamos o quanto mudou para os brasileiros desde o último levantamento do Datafolha, de 10 de abril, um mês antes da aprovação do impeachment no Senado.
Na época, 61% queriam o impeachment de Dilma e 58%, o impeachment do próprio Temer.
O governo Dilma era rejeitado por 63% e aprovado apenas por 13%. A nota da presidente era 3,5 num máximo de 10 pontos.
E agora, qual será a avaliação de Dilma e de Temer?
Será que os brasileiros querem continuar com o peemedebista no comando?
Estão satisfeitos com as primeiras ações do governo provisório?
Ou flertam com a volta da petista, que ainda tem uma última (remota) chance de regressar depois da votação definitiva do Senado em meados de agosto?
Cadê Datafolha e Ibope para nos responder?
*ATUALIZAÇÃO
A CNI informa que o contrato com o Ibope prevê pesquisas de opinião sobre o governo federal a cada três meses. Como a última sondagem foi divulgada em 30 de março, a primeira pesquisa CNI/Ibope sobre o governo Temer deve ser divulgadanesta sexta-feira (1º).
Fonte: Brasil Post

Associação libera imagens do sanitário de R$5 mil e da janela de R$20 mil do gabinete do presidente do TJ


Fonte: BLOG DO HELDER MOURA

Após ‘trancaço’ no MEC, Mendonça Filho demite vigilantes

Marcello Patriota 
:
Ministro interino da Educação dispensou, nesta quinta-feira 30, um grupo de 62 funcionários que prestavam serviço de segurança na pasta. O pretexto foi o ato realizado ontem na sede do MEC por profissionais de educação e integrantes de movimentos sociais contra o desmanche do Conselho Nacional de Educação

FINDOU NESTA QUINTA-FEIRA O MÊS DE JUNHO E COM ELE AS FESTAS JUNINAS

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As Festas Juninas estão inseridas nos eventos tradicionais do calendário brasileiro, como retrato da diversidade cultural do país
Com o fim do mês de junho nesta quinta-feira (30), foram-se também as Festas Juninas, eventos tradicionais do calendário brasileiro e um bom retrato da diversidade cultural do país. 
Sua origem remete às festas populares europeias, principalmente de Portugal, que vieram para o Brasil durante o processo de colonização.
Na bagagem, os portugueses trouxeram as comemorações de alguns santos católicos como Santo Antônio, São João e São Pedro, celebrados no mês de junho.
Para saber mais sobre os três santos, confira a história e o dia em que se homenageia cada um deles.
13 de junho – Dia de Santo Antônio
Santo Antônio - imagem em igreja de portugal
Santo Antônio e menino Jesus
Normalmente representado em imagens segurando o menino Jesus, ele é o famoso santo casamenteiro. É invocado para auxlilar solteiras e solteiros a encontrarem seu par ideal "arrumar casamento". Inclusive, há várias simpatias para “pressioná-lo” a ajudar os desesperados: é possível deixá-lo de cabeça para baixo ou, então, separá-lo do menino Jesus até o pedido ser atendido.
A conta de afazeres do padroeido dos pobres já é grande, mas ele ainda encontra tempo para ajudar quem quer encontrar objetos perdidos.
Todo dia 13 de junho, as igrejas costumam distribuir os tradicionais paezinhos de Santo Antônio. Em vez de comê-lo, o pão deve ficar guardado em uma lata de mantimento para garantir fartura de comida durante o ano.
24 de junho – Dia de São João
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São João Batista
Em vez de junina, muitos chamam os festejos de São João, pois dia 24 é o auge das festividades, exatamente quando se comemora o aniversário de São João Batista, o santo festeiro.
A lenda diz que nesse dia ele prefere dormir o dia todo para não ver as fogueiras na Terra e ficar com vontade de descer e comemorar também.
Por isso mesmo, as pessoas soltam fogos de artifício para tentar acordá-lo. Entre os costumes católicos, a Festa Junina é marcada pelo levantamento do mastro de São João. Foi São João quem criou o batismo e que batizou o primo Jesus.
29 de junho – Dia de São Pedro 
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São Pedro, o Fundador da Igreja Católica 
Pedro foi um dos doze apóstos de Jesus, tendo o dia 29 dedicado a ele. É nesse dia que se rouba o mastro de São João para marcar o fim das festas juninas. Como características do festejo para São Pedro, estão a fogueira em formato triangular e o pau-de-sebo.
Na sua lista de missões, São Pedro é o guardião das portas do céu e responsável por fazer chover na Terra.
Além disso, protege pescadores e viúvas. Na biografia, ele liderou os discípulos de Jesus e fundou a Igreja Católica, sendo considerado o primeiro Papa.
Nessa data, a Igreja Católica também homenageia São Paulo.
EBC

CANDIDATOS A CARGOS ELETIVOS ESTÃO VETADOS EM RÁDIO E TV

Foto: Agência Brasil
A participação de candidatos em programas de rádio e de televisão está proibida, a partir de ontem quinta dia 30, sob pena de cancelamento da candidatura após a convenção partidária. A medida é uma restrição da Justiça Eleitoral, que visa equilibrar a disputa eleitoral entre todos os candidatos, por entender que apresentadores de programas de rádio e televisão têm grande vantagem em relação aos concorrentes. Outra mudança, ainda esta semana, é a suspensão de propaganda partidária gratuita nas emissoras.
As maiores restrições ocorrem, porém, a partir de sábado (2 de julho), quando também ficam proibidas as propagandas institucionais das prefeituras, bem como pronunciamentos dos prefeitos em cadeia de rádio e de televisão, fora do horário eleitoral gratuito. Também ficam vetadas as solenidades de inaugurações, contratação de shows artísticos pagos com recursos públicos municipais e a participação de candidatos em inaugurações de obras públicas de qualquer esfera.
A norma do Tribunal Superior Eleitoral também veta aos agentes públicos a possibilidade de “nomear, contratar ou de qualquer forma admitir, demitir sem justa causa, suprimir ou readaptar vantagens ou por outros meios dificultar ou impedir o exercício funcional e, ainda, ‘ex ofício’, remover, transferir ou exonerar servidor público, na circunscrição do pleito, até a posse dos eleitos, sob pena de nulidade de pleno direito”.
Com informações do A Tarde

O Brasil virou a "república da traição"? Veja alguns casos políticos e conclua

Tião Lucena



 
O então vice-presidente, Michel Temer, sorri ao acompanhar votação do impeachment na Câmara pela TV
O mundo da política brasileira neste ano tem tido frequentes casos em que pelo menos uma das partes envolvidas se considera traída.

O ano ainda nem passou da metade, mas já é marcado por delações bombásticas com gravações ocultas, votos surpreendentes no Congresso e um processo de impeachment cheio de reviravoltas.

A palavra foi citada inclusive no discurso de Dilma Rousseff (PT) logo após o seu afastamento da Presidência da República, no dia 12 de maio. "Estou vivendo a dor da traição", declarou a petista a apoiadores do seu governo, em frente ao Palácio do Planalto.

Sem citar seu nome, Dilma se referia ao vice, Michel Temer (PMDB), que se tornou presidente interino após a sua saída, garantida por votação majoritária no Senado, onde corre o impeachment contra ela.

Em abril, a revista britânica "The Economist" estampou em sua capa o título "A traição do Brasil", sobre uma montagem do Cristo Redentor pedindo socorro. De acordo com a publicação, que defendeu a realização de novas eleições, o país sofreu uma "grande traição" tanto pela presidente afastada quando pela classe política.

Houve traição? Relembre alguns casos recentes e tire suas conclusões 


  • Michel Temer x Dilma Rousseff


Vice de Dilma nas eleições de 2010 e 2014 e declaradamente contrário ao impeachment em meados de 2015, o atual presidente interino se afastou da petista no fim do ano passado, e, em 2016, passou a atuar nos bastidores para garantir os votos necessários no Congresso para afastá-la.

No início de abril deste ano, vazou um áudio em que o então vice-presidente ensaiava discurso como se o impeachment já tivesse sido chancelado pela Câmara.

Em resposta à divulgação do discurso, Dilma usou a palavra traição, fazendo referência, sem citar seus nomes, a Temer e ao então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (que aceitou o processo).

"Se ainda havia alguma dúvida sobre o golpe, a traição à pátria em curso, não há mais. Um deles é a mão, não tão invisível assim, que conduz com desvios de poder. O outro esfrega as mãos e ensaia a farsa de um pretenso discurso de posse. Cai a máscara dos conspiradores, o Brasil e a democracia não merecem tamanha farsa", declarou a petista.

Em 17 de abril, dia da votação que aprovou a admissibilidade do processo de impeachment pelo plenário da Câmara, Temer foi fotografado sorrindo assistindo à sessão pela televisão.

Em entrevista à GloboNews na semana passada, Temer rebateu. "Muitas vezes dizem que houve golpe. E golpe é ruptura em relação à Constituição. E aquilo que está havendo é obediência estrita ao texto constitucional.  Eu não traí a ninguém. Na verdade, o que houve foi um processo de impedimento. Eu não fiz nenhum movimento em relação a isso. E o impedimento se deu, convenhamos, até por uma maioria muito significativa".


Reprodução de vídeo
O ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado delatou antigos aliados do PMDB

  • Sérgio Machado x cúpula do PMDB


Antevendo uma colaboração com a Justiça --homologada neste mês-- para atenuar a sua pena e a de seus filhos, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado resolveu gravar conversas com caciques do PMDB nacional.

Em maio, o jornal "Folha de S.Paulo" revelou trechos de alguns diálogos dele com o presidente do Senado, Renan Calheiros, o ex-presidente da República José Sarney e o senador Romero Jucá, que ocupava o Ministério do Planejamento do governo Temer e foi forçado a deixar o cargo por conta da repercussão dos áudios.

Os grampos de Machado também derrubaram Fabiano Silveira do comando do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle. Ex-senador, Machado era considerado um dos principais aliados de Renan.

Por conta das gravações, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu as prisões de Calheiros, Jucá e Sarney. Os pedidos foram negados pelo ministro do STF Teori Zavascki.


REUTERS/Ueslei Marcelino/3.mar.2016
O ex-senador Delcídio do Amaral citou petistas em sua delação premiada

  • Delcídio do Amaral x petistas


Filiado ao PT desde 2001, o ex-senador Delcídio do Amaral se considerou abandonado pelos correligionários quando foi preso, no ano passado. Na ocasião, ele era líder do governo Dilma no Senado.

Em sua delação premiada, homologada em março desse ano, Delcídio levanta a suspeita de que Dilma, na época presidente do Conselho de Administração da Petrobras, deveria saber sobre o esquema de corrupção envolvendo a Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, adquirida pela Petrobras em 2006. A petista rebateu dizendo que o ex-aliado agiu "pelo desejo de vingança, pelo imoral e mesquinho desejo de vingança, e de retaliação de quem não defendeu quem não poderia ser defendido pelos atos que praticou".

Delcídio também entregou à PGR (Procuradoria-Geral da República) gravações de conversas de um de seus assessores com o então ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Nos áudios, é possível ouvir o petista tentando evitar a delação de Delcídio, oferecendo ajuda financeira e lobby junto ao STF para sua soltura. Para Delcídio, o ministro "agiu como emissário da presidente da República e, portanto, do governo".

O acordo de colaboração previa que Delcídio poderia continuar a exercer o mandato de senador, mas ele foi cassado pelo plenário da Casa em maio, um dia antes do afastamento de Dilma.

Pedro Ladeira/Folhapress
O deputado federal Wladimir Costa (SD-PA) votou a favor da cassação de Cunha no Conselho de Ética, no último dia 14

  • Wladimir Costa x Eduardo Cunha


Conhecido por seu estilo excêntrico e por estourar um lança-confete no plenário da Câmara durante a votação do impeachment de Dilma, o deputado Wladimir Costa (SD-PA) surpreendeu a todos durante a sessão do Conselho de Ética que aprovou o parecer favorável à cassação do presidente afastado da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no último dia 14.

Na ocasião, ele chegou a discursar repetindo argumento da defesa de Cunha, de que o peemedebista não é titular de contas no exterior, mas de um tipo de investimento chamado trust e, portanto, não teria mentido à CPI da Petrobras. Em seguida, depois que a deputada Tia Eron (PR-BA), dona do único voto considerado indefinido até então, se posicionou contra Cunha, Costa fez o mesmo, provocando alvoroço no plenário. Sua legenda é controlada pelo deputado Paulinho da Força (SD-SP), um dos aliados mais próximos de Cunha.

Em entrevista ao jornal "O Globo", depois da votação, Costa disse ter tomado a decisão 24 horas antes da votação. "Não posso botar isso na minha biografia", disse, e afirmou que não deve nada ao presidente afastado da Casa.

Na terça-feira (21), o peemedebista afirmou em entrevista coletiva que a decisão do ex-aliado resultou de "efeito manada" provocado pelo sistema de votação escolhido, no qual os deputados anunciavam o voto no microfone um após o outro. Em julgamento nesta quarta (22) pelo suposto recebimento de propina em contas secretas na Suíça, os onze ministros do STF decidiram, por unanimidade, abrir ação penal e tornar Cunha réu pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e falsidade ideológica com fins eleitorais. Esta é a segunda ação em que Cunha se torna réu pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

  • Alfredo Nascimento x Dilma Rousseff


Apesar de, horas antes, o partido presidido por ele até então orientar sua bancada na Câmara a votar contra, o deputado federal Alfredo Nascimento (PR-AM) surpreendeu e renunciou ao seu cargo no comando da legenda para votar a favor do impeachment de Dilma.

Em 2011, ele foi ministro dos Transportes da petista por pouco mais de sete meses. Deixou o cargo depois de ter sido acusado de participar de um esquema de corrupção dentro do ministério. Nascimento nega as acusações. A saída dele e de outros ministros também suspeitos de corrupção foi chamada pela presidente, à época, de "faxina ética".

Além de Nascimento, outros 25 deputados do partido votaram pela admissibilidade do processo de impeachment. Dez integrantes do partido se posicionaram contra, três se abstiveram e uma --Clarissa Garotinho (PR-RJ)-- faltou à sessão.
Gustavo Maia
Do UOL, em Brasília

Pesquisa do Unicef aponta perigos que jovens enfrentam na internet

A maioria acredita que os jovens correm perigo de abuso ou exploração sexual ao usarem a internet
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Um novo estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) “Perigos e possibilidades: crescendo on-line”, mostra que oito em cada dez pessoas de 18 anos de idade acreditam que os jovens correm perigo de ser abusados sexualmente ou explorados on-line. E mais de cinco em cada dez jovens acham que seus amigos têm comportamentos de risco ao usar a internet.
A pesquisa de opinião internacional consultou jovens de 18 anos de idade de 25 países, incluindo o Brasil, e revela os riscos que eles enfrentam ao crescer em um mundo cada vez mais conectado.
Em entrevista ao Revista Brasil,  o coordenador do Programa Cidadania dos Adolescentes do Unicef, Mário Volpi, fala sobre o estudo.
“O que nós temos trabalhado muito é para que o jovem consiga usufruir das oportunidades presentes na internet, protegendo a si mesmo e protegendo aos outros dessas formas de abuso de exploração de uso da sua informação, ás vezes de bullying, ás vezes de exploração sexual, racismo e ás vezes de ofensa que há na internet. Você saber navegar neste universo, utilizando maior conjunto de informações possíveis pro seu bem-estar, pra sua aprendizagem e protegendo-se dessa forma de abuso”, defende Mário Volpi.
O Revista Brasil é uma produção das Rádios EBC e vai ao ar, de segunda a sábado, às 8h, na Rádio Nacional AM Brasília. A apresentação é de Valter Lima.
Radioagência Nacional

Wilson Filho se reúne com representantes do Conselho Municipal Antidrogas


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O deputado federal e pré-candidato a prefeito de João Pessoa, Wilson Filho (PTB), se reuniu na manhã desta quinta-feira (30) com representantes do Conselho Municipal Antidrogas para ouvir sugestões que possam ser incluídas no plano de governo ‘Nossa João Pessoa’, que será apresentado no mês de julho à população.
“Sabemos que 80% dos homicídios hoje em João Pessoa estão ligados diretamente às drogas e eu tenho certeza que a gente tem condições de fazer um trabalho de prevenção e recuperação, além da própria repressão ao tráfico. Então conversamos sobre prevenção nas escolas, iluminação pública e campanhas mais efetivas de enfrentamento”, destacou o deputado.
O pré-candidato foi recebido pela presidente do Conselho Antidrogas, Maria Rizonete da Silva Gomes, que agradeceu a presença e destacou que Wilson Filho foi o primeiro dos que disputarão a Prefeitura de João Pessoa este ano a estar presente a uma reunião do Conselho em busca de sugestões sobre políticas antidrogas para João Pessoa.
O Conselho Municipal de Políticas Públicas sobre Drogas de João Pessoa é um órgão de deliberação coletiva que tem por fim integrar, estimular e coordenar a participação de todos os segmentos sociais do município, de modo a assegurar a máxima eficácia das ações a serem desenvolvidas no âmbito da redução e prevenção da demanda do uso indevido de drogas.
Engenheiros – Wilson Filho também se reuniu com representantes do Sindicato dos Engenheiros da Paraíba. O pré-candidato foi recebido pelo presidente Rubens Tadeu de Araújo e ouviu dele algumas sugestões voltadas a mobilidade urbana e infraestrutura.
Assessoria com JoséDuarteLima

Gilmar reúne base de Temer para criticar fim das doações empresariais

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Portal Vermelho - Nesta quinta-feira (30), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ofereceu um café da manhã para membros da base aliada do governo provisório de Michel Temer (PMDB), entre eles os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR) – ambos investigados pela Lava Jato – e Ricardo Ferraço (PSDB-ES).
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O objetivo do encontro foi discutir com os parlamentares as eleições de 2016 e as maneiras de viabilizar a reforma política no Legislativo e repensar o financiamento de campanhas eleitorais.
Vale lembrar que Gilmar Mendes demorou um ano e cinco meses para devolver o pedido de vista da Ação Direta de Inconstitucionalidade, que questiona o financiamento empresarial de campanhas eleitorais, mesmo com a maioria dos ministros votando pelo fim das doações empresariais.
Coincidentemente, Gilmar Mendes disse que o encontro buscou aproximar as instituições e mostrar as dificuldades em relação à próxima eleição, principalmente no que diz respeito à proibição das doações de pessoas jurídicas.
"É um quadro especial e queríamos conversar com os líderes sobre isso para chamar atenção de que algumas vicissitudes que ocorrerão não serão causadas pela Justiça Eleitoral, mas pelo modelo institucional que foi aprovado na legislação", explicou.
Segundo o ministro, "em 80% dos municípios o limite de gasto é de R$ 100 mil para prefeito, R$ 10 mil para vereadores, é um limite muito estrito".
Na linha de que tais medidas foram prejudiciais, Gilmar Mendes disse que "certamente vamos ter muitos questionamentos de um lado e de outro, vamos ter uma intensa judicialização".
De acordo com o ele, o prazo menor de campanha vai fazer com que muitas candidaturas sejam provisórias. "Certamente haverá mudança de resultado por conta da mudança do coeficiente eleitoral, anulação de votações e impugnações", declarou.
Ao contrário do que pensa Gilmar Mendes e outros defensores do financiamento de empresa para campanha, o fim da medida foi um importante avanço no combate à corrupção, fato demonstrado amplamente nas investigações da Operação Lava Jato.
Outro tema que pertence à agenda da direita conservadora e fez parte das conversas no café da manhã de Mendes foi urnas eletrônicas.
"Conclamei os líderes a participarem dessa verificação para que a gente possa superar as eventuais dúvidas que existem sobre o sistema eletrônico de votação que nos enche de orgulho. Esse é um sistema desenvolvido pelo Brasil e permite que o país tenha padrão civilizatório superior às vezes aos países mais desenvolvidos", disse o ministro.
Pouco depois da proclamação da vitória da presidenta Dilma Rousseff nas eleições de 2014, que derrotou a campanha tucana de Aécio Neves (MG), o seu partido, o PSDB, entrou com ação junto ao TSE pedindo a recontagem de votos por conta de boatos de fraudes nas urnas propagado nas redes sociais.
Reforma política
O encontro também tratou de maneiras de viabilizar a reforma política que a cúpula da base de Temer considera adequada para o país. Líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB) afirma que o sistema político brasileiro "chegou a um grau de esgotamento que precisa ser reformado com urgência a partir de cláusula de barreiras e do fim da coligação partidária".
Ele aproveitou para defender o financiamento empresarial de campanha. "Em toda parte do mundo as pessoas jurídicas podem fazer doações, desde que haja controle, haja fiscalização. Então você criminalizar a participação das pessoas jurídicas no pleito não acho que seja algo positivo", disse.
Brasil 247

Dilma abre o jogo: “Lula será candidato”


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Pela primeira vez, a presidente eleita Dilma Rousseff revela, em uma entrevista exclusiva à revista francesa L´Express, que o ex-presidente Lula não terá outra opção senão a de se candidatar à presidência da República; "Esta é, certamente, a razão principal deste golpe de Estado: impedir Lula de disputar a eleição presidencial. Hoje, nas pesquisas – e apesar de todas as tentativas de destruir a sua imagem – Lula continua a ser a pessoa mais querida. Eu posso dizer a você que ele vai disputar a próxima eleição", afirmou.
247 – A presidente Dilma Rousseff afirmou com convicção, pela primeira vez, que o ex-presidente Lula será candidato à Presidência da República. "Eu posso dizer a você que ele vai disputar a próxima eleição", declarou em entrevista à revista francesa L´Express, sem especificar se isso ocorreria em 2018 ou antes – até porque as circunstâncias são desconhecidas até mesmo para Dilma.
"Esta é, certamente, a razão principal deste golpe de Estado: impedir Lula de disputar a eleição presidencial. Hoje, nas pesquisas – e apesar de todas as tentativas de destruir a sua imagem – Lula continua a ser a pessoa mais querida. Eu posso dizer a você que ele vai disputar a próxima eleição", disse Dilma à revista, cuja edição com a entrevista foi publicada nesta quarta-feira 29.
Ao falar sobre o processo de impeachment, Dilma apontou uma "profunda injustiça" na maneira como foi afastada do poder e questionou: "do que estou sendo acusada?". Ela cita, então, que seu "crime" foi ter editado decretos para obter recursos adicionais para financiar programas sociais. "Isso não é crime! E eu não sou o primeiro presidente a fazê-lo", protestou, lembrando que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso editou 23 decretos similares.
Dilma também foi questionada sobre não saber de nada a respeito do esquema de corrupção na Petrobras, uma vez que foi ministra de Minas e Energia entre 2003 e 2005 e presidente do conselho de administração da estatal entre 2003 e 2010. A presidente ressaltou, na resposta, que um dos delatores da Lava Jato revelou que o esquema ocorria desde 1972 e que "é muito difícil de controlar" o que se passa em todas as negociações.
Faça aqui o download do arquivo da revista, em francês.
Brasil 247

Governo concede incentivos fiscais para fábrica de aviões inaugurada em Campina Grande


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O Governo do Estado assinou, nesta quinta-feira (30), termo aditivo com a fábrica de aviões da Stratus Indústria Aeronáutica, por meio do qual concede incentivos fiscais para garantir maior competitividade à empresa. O termo foi assinado pelo secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Lindolfo Pires, e o diretor da Stratus, Juan Pinheiro, logo após a inauguração da unidade fabril em Campina Grande.  Com a instalação do empreendimento, a Paraíba passa a desenvolver um novo polo industrial e de serviços de manutenção aeronáutica.
De acordo com o empresário Juan Pinheiro, a Stratus fabricará aeronaves de pequeno porte (dois e quatro lugares) para atender ao mercado nacional, da Europa e dos Estados Unidos. “Precisamos ser competitivos comercialmente para atuar no mercado nacional e internacional. Por isso, os incentivos fiscais do Governo do Estado para fabricação das aeronaves e importação de componentes são fundamentais”, destacou Juan Pinheiro. Inicialmente, a empresa investiu R$ 5 milhões para a construção da fábrica localizada no distrito de São José da Mata.
Em fase de plena operação, a unidade terá capacidade para produzir 50 aeronaves por ano e, para isso, serão construídos ainda dois hangares. O empreendimento empregará até 60 pessoas diretamente e contará com o apoio do Centro de Tecnologia Aeronáutica do Senai para a formação de mão de obra qualificada.
O primeiro modelo fabricado em Campina Grande é um projeto norte-americano e foi executado em parceria com empresa paulista Volato Aeronaves. Hoje, já existem mais de 300 aeronaves como essa em todo o mundo. Entretanto, a Stratus está desenvolvendo um segundo modelo, que segundo Juan Pinheiro, pode ser considerado genuinamente paraibano, pois todos os componentes serão fabricados em Campina Grande, com exceção dos motores e instrumentos.
O secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Lindolfo Pires, ressaltou o potencial da Paraíba para a instalação de novos empreendimentos. “Os empresários acreditam no potencial do nosso Estado, porque a Paraíba, e especialmente Campina Grande, têm centros de excelência para gerar mão de obra qualificada e a fabricação de aeronaves é exemplo disso”, afirmou o secretário, destacando que o Governo do Estado incentivou mais de 260 empresas em 33 municípios desde 2011.
Centro de manutenção aeronáutica – Com a instalação da fábrica de Stratus, Campina Grande também poderá contar com um centro de manutenção aeronáutica. A empresa está realizando o processo de homologação de sua oficina junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). De acordo com o empresário Juan Pinheiro, já foram cumpridas quatro das cinco etapas do processo.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba, Buega Gadelha, apontou que a nova fábrica resultará no desenvolvimento de um novo polo tecnológico em Campina Grande. “Estamos mostrando que a inovação é o primeiro sentido da competitividade. É por isso que essa cidade é competitiva, pois cresceu sempre em cima de diferenciais tecnológicos”, frisou.
Secom-PB

Polícia Civil investiga estupro coletivo em Recife; mulher foi vítima de três homens

Marcelo Carvalho
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A Polícia Civil de Pernambuco investiga um caso de estupro coletivo que teria ocorrido na última quinta-feira, véspera de São João, em um bairro na divisa entre Recife e Olinda. Uma comerciante de 25 anos denunciou o abuso, que teria sido cometido por três homens da vizinhança, depois que ela perdeu os sentidos após ingerir bebida alcoólica em uma festa. A delegada Ana Elisa Fernandes, da 1ª Delegacia de Polícia da Mulher, informou que já fez seis intimações e vai começar a colher depoimentos na próxima semana. A comerciante passou por exame no Instituto Médico Legal (IML) para tentar identificar sinais de violência sexual.
A vítima prestou depoimento na segunda-feira, depois de ter registrado Boletim de Ocorrência no serviço de plantão da Polícia Civil ainda na noite do suposto crime. De acordo com a delegada, a comerciante contou que foi a uma festa de São João na vizinhança onde mora, no bairro de Passarinho, junto com sua companheira. Depois de irem para casa, a vendedora discutiu com a parceira e resolveu voltar ao local do evento – e não se lembra mais de nada a partir daí. A vítima diz só ter recobrado a consciência quando estava em um carro a caminho do hospital, onde tomou os medicamentos de emergência para casos de estupro.
A comerciante foi encontrada por um vizinho que se negou a participar do estupro, segundo a delegada. A vítima estava desacordada, sem roupa, deitada em uma cama em uma das casas da vizinhança, ao lado de um homem também desacordado. Ainda não se sabe se esse rapaz, que também seria homossexual, segundo depoimentos, foi vítima ou participou do crime.
O caso veio à tona depois que a comerciante procurou uma emissora de televisão pernambucana para denunciar o abuso. Desde então, o vizinho que tentou impedir o estupro se mudou de casa, com medo de vingança dos suspeitos.
Do Diário de Pernambuco

CARMELITA MORRE SORRINDO E COMOVE O MUNDO NAS REDES SOCIAIS...

As imagens da carmelita falecida surpreenderam e encantaram nas redes
A irmã Cecilia Maria partiu depois de uma difícil luta contra o câncer. Milhares compartilharam nas redes sociais as imagens de sua agonia, período no qual nunca perdeu a paz nem a alegria.

Graduou-se em enfermagem e aos 26 anos de idade fez seus primeiros votos como carmelita descalça, em 2003 fez sua profissão perpétua. Há seis meses, foi diagnosticada com câncer de língua e a doença fez metástase pulmonar. Morreu na última quarta-feira, 22, durante a madrugada. Tinha 43 anos.

Vivia no Monastério de Santa Teresa e São José, em Santa Fé, Argentina. Dedicava-se à oração e à vida contemplativa, tocava violino e era conhecida pela sua doçura e permanente sorriso.

A irmã Cecilia Maria partiu para a Casa do Pai depois de uma difícil luta contra o câncer. Milhares compartilharam nas redes sociais as imagens de sua agonia, período no qual nunca perdeu a paz nem a alegria.

Graduou-se em enfermagem e aos 26 anos de idade fez seus primeiros votos como carmelita descalça, em 2003 fez sua profissão perpétua. Há seis meses, foi diagnosticada com câncer de língua e a doença fez metástase pulmonar. Morreu na última quarta-feira, 22, durante a madrugada. Tinha 43 anos.

Vivia no Monastério de Santa Teresa e São José, em Santa Fé, Argentina. Dedicava-se à oração e à vida contemplativa, tocava violino e era conhecida pela sua doçura e permanente sorriso.
Carmelita faleceu sorrindo (Foto: Reprodução/Facebook)
Assim anunciaram sua morte as carmelitas descalças: “Jesus! Apenas duas linhas para avisar que nossa queridíssima irmãzinha dormiu brandamente no Senhor, depois de uma doença tão dolorosa levada sempre com alegria e entrega a seu Divino Esposo. Manifestamos todo nosso carinho agradecido pelo apoio e pela oração durante todo este tempo tão doloroso, mas ao mesmo tempo tão maravilhoso. Acreditamos que foi diretamente ao Céu, mas mesmo assim rogamos que não deixem de encomendá-la em suas orações, que ela os recompensará do Céu. Um abraço grande de suas irmãs de Santa Fé”.
As informações são da ACIDigital via Carta PB

Pesquisa: depressão atinge 10,2% dos brasileiros desempregados



 
Pesquisa: depressão atinge 10,2% dos brasileiros desempregados
 
Estudo que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje indica que, em 2013, 10,2% dos brasileiros com 18 anos ou mais que estavam fora do mercado de trabalho (um em cada dez) sofriam de algum tipo de depressão, de um total de 61,8 milhões de pessoas que não trabalhavam, nem procuravam emprego - em um universo de 93 milhões de  empregados.
 
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional de Saúde 2015 – Indicadores de Saúde e Mercado de Trabalho. O levantamento contabilizava, na época, a existência de cerca de 160 milhões de pessoas integrando a População em Idade Ativa (PIA) do país, em um universo de 200,6 milhões de pessoas, segundo o Censo 2010.
 
Quando se analisa os brasileiros em idade ativa desocupados (5,7 milhões fora do mercado de trabalho, mas procurando emprego) em 2013, o percentual cai para 7,5%. Já entre as pessoas fora do mercado de trabalho (que não trabalhavam, nem procuravam emprego, embora em idade ativa), o total passa a 7,6%, o equivalente a 11,2 milhões. O percentual menor de trabalhadores com depressão foi verificado entre a população ocupada: 6,2%.
 
O levantamento sobre a ocorrência de depressão entre a população em idade ativa abrange o contingente de pessoas com idade acima de 18 anos e indica, ainda, que 12,6% da população fora do mercado tomavam algum tipo de remédio para dormir.
 
As análises foram feitas em convênio com o Ministério da Saúde. Em relação ao sexo, tanto no domínio da população de 18 anos ou mais quanto no da população ocupada desta mesma faixa etária, as mulheres apresentaram percentual de prevalências de diagnóstico de depressão mais elevado: 10,1%.
 
Analisando as pessoas ocupadas de 18 anos ou mais de idade por grupos etários, os dados mostram que o diagnóstico médico de depressão aumentava até o grupo de 40 a 59 anos, observando-se redução da prevalência a partir dessa faixa – entre as pessoas de 40 a 59 anos de idade, 8,2% relataram ter diagnóstico de depressão, enquanto para aquelas de 60 anos ou mais de idade a prevalência foi de 7,4%.
 
Para análise do contingente de pessoas fora do mercado de trabalho com depressão, o IBGE levou em consideração a população com mais de 18 anos de idade, que não exercia qualquer atividade: aposentados, estudantes, pessoas que desistiram temporariamente de procurar emprego em razão de dificuldades momentâneas do mercado ou, ainda, mulheres cujos maridos tinham rendimentos elevados e decidiram se dedicar aos filhos e ao lar.
 
Idade do trabalhador
 
Em entrevista à Agência Brasil, a gerente de Pesquisas Domiciliares do IBGE, Maria Lúcia Vieira, admitiu que a questão da depressão pode estar ligada diretamente à idade do trabalhador. “O que a gente identificou é que, conforme a idade, cresce o percentual de pessoas que apresentavam algum tipo de depressão”.
 
Para ela, como a população fora da força de trabalho é composta - em sua maior parte - por pessoas com mais idade, essa poderia ser uma justificativa para o percentual mais alto. “Então, tem, sim, uma relação forte com a questão da idade”.
 
A gerente de pesquisas também falou sobre a incidência maior de mulheres entre o contingente de brasileiros com depressão. “Entre as mulheres, o percentual de diagnóstico de depressão chega a ser três vezes maior do que entre os homens. E isso ocorre tanto entre a população desocupada como entre os que estão fora da força de trabalho - o que pode ser um indício de que este percentual pode estar mais relacionado com a questão sexo e idade do que com as condições de trabalho”, explicou.
 
Doenças crônicas
 
Na Pesquisa Nacional de Saúde 2013, o IBGE constatou que a prevalência de três doenças crônicas com maior incidência na população (hipertensão arterial, colesterol alto e dor nas costas) é bem maior entre a população ocupada do que entre os desempregados.
 
Percentualmente, entre as doenças crônicas mais presentes, especialmente entre as pessoas de 65 a 74 anos de idade, se destaca a hipertensão arterial, com 52,7%; seguida por problemas crônicos de coluna ou costas (28,9%); e do colesterol alto (25,5%).
 
O IBGE constatou, ainda, que a prevalência de Distúrbio Osteomolecular Relacionado ao Trabalho (movimentos repetidos de qualquer parte do corpo) foi de 2,8% entre as pessoas ocupadas e de 2,6% entre as desocupadas.
 
Na avaliação da gerente de Pesquisas Domiciliares do IBGE, a maior incidência de doenças crônicas entre a população ocupada pode ter relação direta com a questão do estresse ocupacional. “Embora a gente não tenha investigado as causas da maior incidência, o fato é que a população ocupada tem uma maior incidência dessas principais doenças, especialmente quando a gente fala da hipertensão arterial, do colesterol alto e da dor nas costas”.
 
“Em relação a doenças crônicas, esta maior incidência pode estar relacionada ao mercado de trabalho, porque as faixas de idade entre os dois grupos são bastante parecidas”, disse Lúcia Vieira.
 
Já no universo total de pessoas com 18 anos ou mais de idade fora da força de trabalho a incidência é ainda maior, “o que deve ocorrer devido ao grupo ser composto por gente com idade mais avançada”.
 
Acidente e Violência
 
Outra constatação do estudo divulgado pelo IBGE é a de que, em 2013, 12,4% das 4,9 milhões de pessoas de 18 anos ou mais que sofreram acidente de trabalho ficaram com alguma sequela ou incapacidade, o equivalente a 613 mil trabalhadores. Segundo o IBGE, destes 4,9 milhões de acidentados no trabalho, 32,9%, (ou 1,6 milhão) deixaram de realizar atividades habituais.
 
O levantamento constatou, ainda, que 4,5 milhões de pessoas de 18 anos ou mais sofreram algum tipo de acidente de trânsito com lesões corporais, dos quais 32,2% foram no deslocamento para o trabalho (1,4 milhão) e 9,9% trabalhando (445 mil).
 
Já no que diz respeito à agressão e violência, o estudo indica que, em 2013, 4,6 milhões de pessoas com 18 anos ou mais (3,1%) sofreram algum tipo de agressão ou agressão por desconhecido. Do total, 846 mil foram agredidas em seus locais de trabalho (18,4%). Já as agressões ou violências vindas de conhecidos atingiram 2,5% com 18 anos ou mais (3,7 milhões), sendo que 11,9% (439 mil) sofreram agressões no trabalho.
 
O IBGE considera os que sofreram acidente ou violência no âmbito do trabalho, indivíduos fisicamente ativos. No Brasil, 14% das pessoas de 18 anos ou mais eram ativas no trabalho (20,5 milhões), em 2013.
 
No lazer, 22,5% praticavam o nível recomendado de atividade física (32,9 milhões). Em relação à condição no mercado de trabalho, 25,2% dos ocupados (22,7 milhões), 31,1% dos desocupados (1,6 milhão) e 16,8% das pessoas fora do mercado de trabalho (8,6 milhões) praticavam o nível recomendado de atividade física no lazer.
 
Rendimento médio
 
O rendimento médio mensal habitual dos trabalhadores portadores de alguma das deficiências investigadas pelo IBGE era, em 2013, de R$ 1,499 mil, valor 11,4% menor que os R$ 1,693 mil pagos aos trabalhadores sem deficiência.
 
A pesquisa produziu estimativas sobre quatro tipos de deficiências: intelectual, física, auditiva e visual. Os resultados mostraram que 7,2% da população de 14 anos ou mais de idade possuíam pelo menos uma dessas quatro deficiências, considerando que 21,7% das pessoas ocupadas declararam ter grau intenso ou muito intenso de limitações de suas atividades habituais, as quais incluem trabalhar.
 
Deste total, 1,3% declarou ter deficiência de audição, percentual que era maior entre as pessoas fora da força de trabalho (2,6%) do que entre as ocupadas (0,6%) e as desocupadas (0,4%)
 
Considerando as deficiências investigadas pela pesquisa, a visual foi a mais frequente para as pessoas de 14 anos ou mais (4,3%). Entre as ocupadas, havia 3,1% com esta deficiência; entre as desocupadas, 1,7%; enquanto entre as pessoas fora da força de trabalho, 6,4%
 
Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde 2013, já as pessoas que trabalhavam à noite, mesmo que o turno começasse durante o dia, tinham rendimento médio de R$ 2.073, valor 21,2% maior que o dos trabalhadores que exerciam suas atividades durante o dia, que era de R$ 1,71 mil.
 
Plano de saúde
 
Os estudos sobre o número de brasileiros que possuíam cobertura de saúde complementar constataram que, em 2013, o percentual de pessoas de 14 anos ou mais de idade que tinham algum tipo de plano de saúde (médico ou odontológico) era de 28,9%, em um universo de pouco mais de 200 milhões pessoas.
 
Neste aspecto, a pesquisa é clara: entre as pessoas ocupadas, quanto maior a renda maior o percentual de  usuários de planos de saúde. Entre as pessoas ocupadas que contavam proporcionalmentes com este serviço o percentual era de 32,5%, enquanto o percentual entre as pessoas fora da força de trabalho caia para 24,7%, reduzindo ainda mais entre os desocupados (apenas 16,3%).
 
Para a gerente de Pesquisas Domiciliares do IBGE, Maria Lúcia Vieira, fica claro que, quando podem financeiramente, as pessoas correm para algum tipo de plano de saúde. “Embora não tenhamos dados para relacionarmos esta tendência às deficiências do sistema público de saúde, fica claro que, quanto maior o rendimento das pessoas, maior a possibilidade de elas terem algum plano de saúde”.
 
 
Agência Brasil

Temer libera pulverização de agrotóxicos em cidades para controlar Aedes



 
Temer libera pulverização de agrotóxicos em cidades para controlar Aedes
 
O presidente interino, Michel Temer, sancionou uma lei que autoriza a pulverização aérea em regiões urbanas para o controle do mosquito Aedes aegypti. A legislação foi aprovada na última segunda-feira (27) e foi questionada por organizações da saúde.
 
A Lei No 13.301/2016 dá permissão para a “incorporação de mecanismos de controle vetorial por meio de dispersão por aeronaves mediante aprovação das autoridades sanitárias e da comprovação científica da eficácia da medida”. O governo já havia autorizado previamente o uso de “fumacês” em pulverizações terrestres e deve usar os mesmos inseticidas nas ações aéreas.
 
No entanto, a medida foi criticada pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), que considera a ação perigosa e com potencial para causar doenças graves em seres humanos, além da extinção de espécies e diversos outros prejuízos econômicos que esses danos acarretariam.
 
Segundo a toxicologista Karen Friedrich, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em declaração durante audiência pública no início deste mês, a pulverização aérea espalharia produtos apontados como potenciais cancerígenos, como o organofosforado.  Ela ainda disse que o próprio fumacê não é eficaz e tem causado problemas à saúde dos funcionários, se forem usados aviões agrícolas, que voam a poucos metros do solo, o prejuízo pode ser ainda maior.
 
 
 
Redação CicloVivo