PM usa balas de borracha e gás para conter tumulto na final do Paraibano


A primeira partida da final do Campeonato Paraibano, disputada nesta quarta-feira entre Botafogo-PB e Campinense, acabou com confusão. Com a bola rolando, vitória da Raposa por 3 a 2. Mas fora das quatro linhas, uma torcedora rubro-negra passou mal após a explosão de uma bomba que partiu da torcida do Belo localizada na Arquibancada Sol, mesmo setor onde estavam os raposeiros.
Por causa disso, a Polícia Militar liberou ao fim do jogo o acesso dos torcedores do Campinense ao campo, para evitar novos incidentes com os torcedores botafoguenses. Mas aí, parte da torcida rubro-negra atravessou o gramado em direção à arquibancada oposta, onde estavam outros torcedores do Botafogo-PB e os dois grupos arremessaram garrafas um contra o outro. Foi nesse momento que a PM interveio com mais intensidade.
Entenda passo a passo a confusão
Alvinegros e rubro-negros dividiram a Arquibancada Sol do Estádio Almeidão, separados por um espaço vazio no centro desse setor. Ainda durante o primeiro tempo, a polícia retirou da arquibancada alguns torcedores do Botafogo-PB que tentaram invadir a área reservada à torcida do Campinense. E ao longo da partida ao menos cinco rojões foram estourados dentro do estádio. Um deles partiu do lado da torcida do Belo e caiu na parte destinada à da Raposa e fez com que uma torcedora rubro-negra passasse mal.
Quando o jogo já se encaminhava para o fim, a torcedora de 26 anos chegou a desmaiar e teve de ser carregada pelo namorado e dois amigos até a ambulância presente no estádio para que recebesse atendimento. Após o apito final do árbitro Renan Roberto, porém, uma parte da torcida do Botafogo-PB conseguiu sair do estádio e passou a jogar pedras e garrafas para o setor da arquibancada em que a torcida do Campinense estava.
A partir desse momento, o comandante do policiamento da partida, o major Roberto, liberou a entrada dos torcedores rubro-negros ao gramado enquanto a torcida do Belo era dispersada pela Polícia Militar.
– O nosso planejamento inicial era liberar a saída da torcida do Campinense primeiro e só depois deixar saírem os torcedores do Botafogo. Mas alguns torcedores do time da casa conseguiram sair e começaram a jogar pedras na torcida visitante, além de terem quebrado os ônibus da torcida do Campinense. Então nós decidimos deixar eles (os torcedores do Campinense) ficarem no gramado, mas fora do campo de jogo, para tentar preservar a integridade deles – explicou.
Ao ter acesso ao gramado, os torcedores do Campinense assediaram bastante os jogadores rubro-negros, mas parte desse grupo atravessou todo o campo e passou a provocar os rivais botafoguenses que estavam na arquibancada oposta. Foi quando os torcedores do Belo reagiram com xingamentos e arremessando pedras e garrafas em direção aos rivais que estavam em campo.
O que se viu a partir daí foi um tumulto que por pouco não se transformou em algo mais grave. Enquanto algumas pessoas – torcedores, integrantes da comissão técnica e jogadores do Campinense – pediam para a torcida rubro-negra recuar, os atletas da Raposa tentavam correr logo para o vestiário. Adalgiso Pitbull ainda era assediado com abraços, fotos e gritos de “Acabou o caô, o Pitbull chegou”, quando a polícia interveio.
Com gás de pimenta e um tiro de bala de borracha, a Tropa de Choque tentou conter os botafoguenses na arquibancada. Ao que os torcedores reagiram imediatamente, arremessando objetos contra os policiais e gritando “Vergonha… vergonha… vergonha… Polícia sem vergonha!”.
Após dispersar a torcida do Botafogo-PB, a PM começou a liberar a saída dos torcedores da Raposa, que, apesar do susto, aproveitou a oportunidade para comemorar a vitória, que ampliou a vantagem do Campinense na decisão.
Por ter feito melhor campanha ao longo do estadual, a Raposa entrou na final podendo empatar as duas partidas e, ainda assim, ficar com o título. Com a vitória por um gol de diferença, o Rubro-Negro agora pode perder por até um gol de diferença, no próximo dia 15, no Amigão, para conquistar o 20º título de sua história.

Fonte GE