RESPOSTA À ACUSAÇÃO DE TER COMETIDO CRIME DE INJÚRIA E DIFAMAÇÃO CONTRA O PREFEITO DE TAVARES



Foto de Geraldo Luiz.Em respeito aos leitores de 'Juru em Destaque', de maneira especial àqueles considerados mais assíduos e fieis, sinto-me no dever de dar a minha versão pública para esclarecimento da acusação que contra mim foi feita de ter injuriado e difamado o prefeito de Tavares, médico Aílton Suassuna, em matéria publicada neste blog sob o título "Tragédia em Tavares", cuja postagem teria ensejado proposta de Representação Criminal impetrada contra minha pessoa, através da advogada Maevia Suassuna, irmã do gestor.
A princípio, por estar com a consciência tranquila que em nenhum momento alguma ilicitude fora cometida por mim, como pretendem atribuir, quero deixar bem claro que, antecipando-me a um eventual pedido de resposta, fiz questão de publicar, na íntegra, todo o teor da postagem editada através do Blog do Aryel Aquino, ficando ainda o espaço disponível aqui neste blog ao reclamante para quaisquer esclarecimentos que digam respeito ao assunto.
A minha indignação, no entanto, se dá em virtude do chefe do poder executivo tavarense dizer que se sente ofendido com o conteúdo da matéria por mim editada, quando o seu nome foi citado como uma possível vítima se coincidentemente ele não tivesse saído da festa antes de acontecer o acidente que deixou o saldo de uma vítima fatal e outras pessoas feridas, dentre elas a esposa do pré-candidato a prefeito pelas oposições, senhora Marcia Severina Marques. 
Além do mais, no trecho citado como ofensivo pela advogada Maevia Suassuna, irmã do prefeito, o blog apenas lembrou o fato de "Tavares ser uma cidade que respira política vinte e quatro horas por dia e que, segundo informações, após o acontecimento da tragédia em outro assunto não se falava na cidade, não faltando inclusive comentários feitos através das redes sociais que o acidente teria ocorrido por motivação política por de ter atingido as pessoas nas mesas onde se encontrava o pré-candidato a prefeito Coco de Odalho, acompanhado da esposa e de seguidores políticos. E que, "ainda segundo informações", e "coincidentemente", o fato se deu logo que se retirara da festa o prefeito Aílton Suassuna, adversário político de Coco de Odalho.
Ora, no trecho citado o blog apenas frisou a possibilidade do prefeito Dr. Aílton também ter sido atropelado se ele não tivesse se retirado da festa antes do acontecido, uma vez que a caminhonete desgovernada teria também atingido as mesas onde ele e seus amigos se encontravam.
É inadmissível, portanto, que o prefeito Aílton Suassuna se diga ofendido, trazendo para si como ofensiva a citação de que teria havido uma suposta motivação política no acidente, quando até poderia se admitir que o motorista acusado de ter causado a tragédia fosse o ofendido, embora este também não tenha sido acusado de assim ter agido, ou seja, por motivação política.
Aliás, nenhum motivo eu teria para fazer uso do blog a fim de incriminar o motorista acusado de ter causado o referido acidente, uma vez que se trata de um parente meu não muito distante, com cujos familiares sempre preservei e preservarei os laços consanguíneos, de amizade e de respeito, sem que o meu posicionamento sirva para incriminá-lo ou isentá-lo de qualquer culpa pelo ocorrido.
Apesar da existência de comentários em contrário, prefiro crer que o fato tenha sido acidental, mesmo que contra o acusado pese o fato de tentar dirigir embriagado e que o mesmo seja reincidente nessa prática.

Contudo, não dá para entender a colocação da advogada Maevia Suassuna quando afirma taxativamente que "a vítima fatal do atropelamento era eleitor do prefeito de Tavares, bem como outras vítimas que foram atingidas pelo carro", quando há quem diga o contrário. E mesmo que no dia da votação fosse essa a intenção da vitima fatal, seria interessante que se indagasse à ilustre causídica onde está o sigilo do voto. Não se pode permitir, pois, que mesmo em distantes rincões como o nosso ainda exista o "voto de cabresto", com os políticos sabendo inclusive em quem o eleitor vota, inclusive depois de morto, quando não se pode mais invocar o testemunho do saudoso eleitor.
Alega ainda, sem provas, a ilustre advogada, que há algum tempo eu havia me excedido nos comentários ao fazer uso do blog para atingir a reputação alheia. Mas, pergunto: Onde está o excesso? Onde foi atingida a reputação alheia? Onde houve comentários maldosos, mentirosos e ilícitos contra o prefeito e sua família, conforme estou sendo acusado, se tenho um respeitoso apreço pelo Dr. Aílton e o irmão Michel?
Quando se acusa é preciso ter provas. E o ônus da prova, é sabido, cabe a quem faz a acusação. Não sou eu quem devo apresentar provas ou testemunhas para me defender da acusação, sendo inócua portanto a pretensão da advogada Maevia, que ao final poderá levar "o feitiço a se virar contra o feiticeiro".
Quanto a acusação que o blog seria um dos que divulgam as matérias da oposição, tendo em vista que ela (a advogada Maevia) não teria aceitado a minha proposta para trabalhar junto a municipalidade, a verdade está sendo falseada, uma vez que partiu de assessores diretos daquela prefeitura a iniciativa de que eu fosse levado até ela a fim de divulgar as suas ações administrativas, e, uma vez não cumprido o acordo firmado, eu não poderia continuar prestando tais serviços.
Aliás, embora precise de recursos para quitar as despesas necessárias para manutenção do blog, é bom que se diga que jamais procurei qualquer prefeito ou vereador para lhes prestar algum tipo de assessoria com esse fim - nem aqui na cidade de Juru, onde sou aliado político do prefeito Luis Galvão, e muito menos em qualquer outra cidade da região onde mantenho um bom relacionamento com seus respectivos gestores. Muito pelo contrário: só para servir de exemplo, quisesse eu, já teria firmado parceria com a Prefeitura Municipal de Água Branca, reconhecida na região como modelo de administração e cumpridora de seus compromissos, de cujo prefeito recebi convite.   
A advogada Maevia não cita quais foram os "noticiários criminosos" divulgados pelo blog contra a administração tavarense, mas acredito que ela se refira a uma postagem feita denunciando que a mesma usava um veículo oficial como se particular fosse, inclusive à noite e nos finais de semana, para beber nos bares e espetinhos da cidade de Tavares. Ou, então, esteja ela se referindo a uma postagem sobre o desacato do irmão prefeito contra um comerciante da cidade na madrugada da tradicional festa do mês de maio deste ano de 2016 simplesmente pelo fato do mesmo ter se declarado adversário seu, conforme foi denunciado pela esposa do agredido em sua página do facebook e amplamente repudiado pelos tavarenses.
Embora entenda como ameaça a expressão que "a partir desse momento, tudo servirá de demanda judicial", como estudante de Jornalismo que fui e também de Bacharelado em Direito não permitirei que a minha liberdade de expressão assegurada em lei seja inibida, de igual modo que tenho consciência das responsabilidades contidas na Lei de Imprensa e que faço questão de não infringi-las.  
Concluindo, em respeito aos mais de cinco milhões de leitores do Blog Juru em Destaque, asseguro que continuarei comunicando com isenção e imparcialidade as notícias de interesse da sociedade em geral, sem distinção partidária, inclusive aquelas relacionadas a Prefeitura Municipal de  Tavares mesmo sem ser pago para isso.   
MORDAÇA, NÃO!