Ministro paraibano é investigado por ocultação de patrimônio

Tião Lucena

A Procuradoria-Geral da República está aprofundando as investigações sobre o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Francisco Falcão, por conta das suspeitas de que a offshore LLC Areia Branca, aberta há dez anos em Miami em nome de Djaci Falcão, ex-ministro do STF e pai do presidente do STJ, seja usada para ocultação de patrimônio. A informação é da coluna de Lauro Jardim, neste domingo (3) no Globo.
A Areia Branca tem como sócio Djaci Neto, advogado e filho do presidente do STJ. Djaci pai morreu há quatro anos, mas responde pela empresa até hoje, de acordo com os procuradores. Há também investigações sobre imóveis no exterior (apartamento e escritório) com valores acima de US$ 3 milhões, todos em nome de parentes de Francisco Falcão, segundo Lauro Jardim.
Presidente do STJ negou: "Nem sei o que é offshore. O que é uma offshore?"
Presidente do STJ negou: "Nem sei o que é offshore. O que é uma offshore?"
A diligência que está em curso é decorrente da delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral na qual ele acusa Falcão de participar de um acordo para nomear Marcelo Navarro para o STJ com o objetivo de soltar os empreiteiros presos na Lava Jato. A PGR fez em março um pedido de abertura de inquérito contra Falcão. O ministro Teori Zavascki ainda não deu autorização.
"Não existe nada disso. Meu pai nunca teve conta ou empresa no exterior. Meu filho tem, sim, mas está tudo declarado no Imposto de Renda dele. Não tenho nada com essa offshore. Aliás, nem sei o que é offshore. O que é uma offshore?", respondeu o presidente do STJ.