Reta final do impeachmnet no Senado começa esta semana e deve se estender por seis dias

Aryel Aquino
Invencibilidade moral Depois de enfrentar mais de um ano de protestos e há 100 dias longe do poder, a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) chega ao momento decisivo em que o Senado fará o julgamento final de seu processo de impeachment. A partir de quinta-feira, parlamentares começam a decidir não apenas o futuro de Dilma, mas os rumos do Brasil, em uma sessão que pode se estender por seis dias e se encerrar somente no dia 30. Ainda em agosto, brasileiros saberão se a presidente fica no cargo, inocentada de suposto crime de responsabilidade, ou se será afastada definitivamente, naquele que pode ser o segundo impeachment desde a redemocratização.
Se o “sim” vencer, o presidente interino Michel Temer assume definitivamente o mandato. Caso o “não” prevaleça, Dilma retorna imediatamente ao cargo. O Estado de Minas entrevistou especialistas para esclarecer o que acontece com o país a partir do julgamento da presidente Dilma (confira quadro). “O Senado vai notificar a presidente afastada e o presidente interino sobre o resultado. O presidente da sessão (Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal) vai estabelecer o prazo para ou Temer voltar à vice-presidência ou para que Dilma tome ciência da condenação”, explica o professor de direito constitucional da pós-graduação da PUC Minas José Alfredo de Oliveira Baracho.