Zé Ramalho revela influências da Jovem Guarda, do Nordeste e de João Pessoa na sua música


Zé Ramalho disse que foi “resgatado” para a música por um grupo de João Pessoa - (Foto: Walla Santos)

O cantor e compositor Zé Ramalho declarou, nesta quinta-feira (04), no Centro de Convenções, sua eterna gratidão à cidade de João Pessoa, onde ele teve os primeiros contatos com a música. Zé Ramalho se apresenta nesta sexta-feira (5) com a Orquestra Sinfônica da Paraíba, às 20h, no Teatro A Pedra do Reino. Em entrevista à imprensa, ele falou de sua relação com João Pessoa. 
O show desta sexta-feira (05) é uma realização do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), e marca o aniversário da cidade de João Pessoa. A regência ficará a cargo do maestro Luiz Carlos Durier.
Zé Ramalho disse que foi “resgatado” para a música por um grupo de João Pessoa, Os Quatro Loucos, que ele viu tocando em cima de um caminhão, na Praça da Independência. O compositor Vital Farias era o guitarrista. 
“Vital estava tocando com uma guitarra vermelha linda, e fiquei enfeitiçado. Eu aqui estou olhando pra cima e estou me lembrando da cena. Eu vendo aquela guitarra linda, eu digo, é isso que eu quero fazer, quando eu vi essa cena”, contou Zé Ramalho. Segundo ele, João Pessoa deu toda a base para decidir o que ele queria fazer na vida. Posteriormente, Zé Ramalho passou a integrar o grupo Os Quatro Loucos. 
O cantor Zé Ramalho revelou que foi a música pop que o envolveu com a música. “Quando você tem 15 anos de idade, é como Raul Seixas dizia: a gente é inocente, puro e besta”, disse. 
A junção da Jovem Guarda e o contato direto com a cultura da sua região Nordeste o fez brotar como compositor, contou Zé Ramalho. “Eu passei a ter a firmeza de escrever música”, disse. 
Zé Ramalho também falou sobre o “êxodo” dos artistas da Paraíba e de Pernambuco para Rio e São Paulo, entre os quais ele se inclui. Zé Ramalho, na época, cursava medicina na universidade. Ele explica o dilema familiar que passou ao deixar os livros e decidir-se pela carreira artística. 
Zé fez críticas aos programas de rádio, que hoje, segundo ele, são muito vulgares, e à televisão, que na sua opinião é muito exigente e previsível. 
Show - A cerimônia, que poderá ser assistida em telões (dois) instalados no hall de entrada do teatro, terá a participação de 138 músicos e assinala a proposta da OSPB em popularizar a orquestra ao convidar artistas da música brasileira, como é o caso de Zé Ramalho. O show vai contar com o arranjo de Emanuel Barros, jovem de apenas 21 anos que já é referência no cenário nacional.
De acordo com o programa, serão executadas: Meu Sublime Torrão (Genival Macedo), com arranjo do maestro Duda; Avôhai, Vila do Sossego, Chão de Giz, Admirável Gado Novo, Beira Mar, Garoto de Aluguel, Jardim das Acácias, Canção Agalopada, A Terceira Lâmina, Eternas Ondas, Tico-Tico no Fubá (Zequinha de Abreu), com arranjo do maestro Cliff Colnot.
Na ocasião, haverá a gravação do espetáculo como forma de registro histórico que visa promover a Paraíba em todas as regiões brasileiras, enquanto polo de turismo cultural, como um grande celeiro de artista com a magnitude da OSPB.
WSCOM