Cunha confirmará golpe parlamentar em seu livro


A Presidenta Dilma Rousseff e o ministro da Defesa, Jaques Wagner, participam da cerimônia comemorativa do Dia do Exército, no Setor Militar Urbano (Antônio Cruz/Agência Brasil)
No livro que prepara para lançar no fim deste ano, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) pretende contar como ele, Michel Temer e outras lideranças do PMDB, do PSDB e de vários partidos conspiraram para golpear a democracia brasileira e afastar a presidente Dilma Rousseff; Cunha também prepara um segundo livro, chamado "Delação não premiada", em que ele irá falar sobre o comportamento dos deputados que o traíram na votação da sua cassação; às editoras com quem negocia, Cunha pede um adiantamento de R$ 1 milhão.
O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) pretende admitir, no livro que será lançado no fim deste ano, que o impeachment da presidente Dilma Rousseff foi um "golpe parlamentar", numa conspiração liderada por ele, Michel Temer, lideranças do PMDB, do PSDB e de vários outros partidos.
A informação é do colunista Lauro Jardim, no Globo:
Ressentido e com a faca nos dentes, Eduardo Cunha bancará no livro promete lançar em dezembro que o impeachment de Dilma Rousseff foi um ‘golpe parlamentar’. Antes que os petistas se animem por ter encontrado um companheiro para gritar contra o ‘golpe’, um alerta: o notório deputado cassado sustentará que foi exatamente o que aconteceu com Fernando Collor, em 1992.
Se Collor foi vítima de um golpe, nada a muda a realidade de que, tanto em 1992 quanto em 2016, não havia espaço constitucional para afastamento de presidentes da República sem crime de responsabilidade.
Segundo Lauro Jardim, Cunha também prepara um segundo livro, chamado "Delação não premiada", em que ele irá falar sobre o comportamento dos deputados que o traíram na votação da sua cassação.
Às editoras com quem negocia, Cunha pede um adiantamento de R$ 1 milhão.
Brasil 247